Nos últimos tempos, assistimos às pressões sobre o Trono do Brasil aumentando a cada dia, mesmo com o fim da Guerra das Casas e a vitória de Dilma na última grande batalha. Testemunhamos a ascensão e a influência de novas casas e líderes, enquanto outras se enfraqueceram e algumas até sucumbiram pela ação do tempo e do desgaste. +

Nos últimos tempos, assistimos às pressões sobre o Trono do Brasil aumentando a cada dia, mesmo com o fim da Guerra das Casas e a vitória de Dilma na última grande batalha. Testemunhamos a ascensão e a influência de novas casas e líderes, enquanto outras se enfraqueceram e algumas até sucumbiram pela ação do tempo e do desgaste.
Os líderes do Vale Tucano, grandes adversários das casas Dilma e Lula, estão apenas aguardando a próxima oportunidade de atacar. Mas essa não é a única ameaça à hegemonia vermelha no Trono. Enquanto a nova Guerra das Casas não tem início, a rainha luta para manter os aliados ao seu lado.
As negociações com lordes do Jardim do Meio têm sido cada vez mais dispendiosas para a Casa Real, que tem de lidar com os revezes criados pela relação conflituosa com a Casa Cunha e seu Exército do Baixo Clero. Além disso, a rainha se preocupa com sua imagem frente ao reino, constantemente atacada por hordas de Caminhantes Públicos, insatisfeitos com as decisões da coroa.
O cenário muda, as peças se realinham e o quebra-cabeças da Guerra dos Tronos da Política Brasileira torna o jogo do poder ainda mais disputado e incerto. Qual será o futuro do Trono de Ferro?

A Guerra dos Tronos da Política Brasileira

Verão do
Norte

brasão da casa

A última guerra deu mais visibilidade a esta Casa. Até então, Eduardo Campos, seu líder, embora herdeiro da notável família Arraes, era praticamente desconhecido fora de seu território. Ao entrar na guerra com as cores de sua própria casa, Eduardo aliou seus escudos aos da Casa Marina e liderou as forças do Verão do Norte até sua trágica morte. A Aliança do Norte, então, depositou em Marina Silva a esperança de virar o jogo e vencer a luta pelo poder, o que não aconteceu.

Devido aos golpes sofridos na última guerra e à súbita perda de seu líder, a Casa Campos tenta se reorganizar e encontrar um novo sucessor. Quem lidera as forças desta Casa atualmente é a viúva de Eduardo, Renata Campos.

Embora devastadas e divididas, as terras Verão do Norte ainda têm vários senhores influentes e podem voltar a reunir suas forças a tempo para a próxima grande Guerra das Casas.

Verão do
Norte

brasão da casa

É uma das casas mais isoladas do reino atualmente. Sua líder, Marina Silva, já tentava há tempos criar sua própria casa para lutar com independência política, mas não obteve sucesso. Para poder ingressar nas batalhas da Guerra das Casas, aliou-se a Eduardo Campos e figurou a seu lado no início das lutas como importante capitã. Com a queda em batalha de seu líder, Marina teve uma chance única: assumir o comando das forças unidas do Verão do Norte e vencer a guerra para conquistar o trono. No entanto, a esperança do norte não se manteve, pois sua nova líder foi derrotada antes da última batalha.

Apesar de vários de seus aliados continuarem fiéis à Aliança do Norte, Marina não deve continuar juramentada à Casa Campos. Muitos dizem que ela se prepara para firmar sua própria Casa no reino e realizar seu desejo de atuar de forma independente, apesar de seu enfraquecimento após a última guerra.

Jardim do
Meio

brasão da casa

Apesar de não compartilhar exatamente a mesma ideologia da coroa na Era dos Vermelhos, a Casa Calheiros aliou-se às casas Dilma e Lula para dar rumos ao reino após a última Guerra das Casas – e seu papel é fundamental para que a engrenagem política gire a favor da coroa.

O lorde protetor desta Casa, Renan Calheiros, ocupa o mais alto cargo de comando em uma das duas grandes bases escolhidas pelo povo para dialogar com a rainha e seu Pequeno Conselho sobre as leis do Brasil. Recentemente retomou uma antiga aliança com o ex-rei deposto, Fernando Collor, o que aumenta sua força nas negociações com o Trono de Ferro.

Além disso, o líder desta Casa é o quarto nome na linha de sucessão real.

Planalto
Central

brasão da casa

Teve projeção nacional pelas mãos do lorde tucano José Serra, com o qual ainda mantém uma relação respeitosa. Sua maior habilidade é o trânsito amistoso nas casas mais importantes do reino, em que exerce papel importante, já que tem a função de construir acordos e alianças que garantam ao reino sua condição de liderança.

O líder da casa, Gilberto Kassab, diz que não é oriundo das Cidades Livres, mas também não se enquadra como um membro da Península do Leste. Hoje, embora não compartilhe necessariamente das mesmas bandeiras, está aliado ao Trono de Ferro.

A Casa Kassab entrou para a história do reino recentemente. Após adotar vários lordes insatisfeitos sob sua proteção, fez crescer ainda mais sua influência política e sua força para mediar tratados.

Gilberto tem bom relacionamento com os líderes vermelhos, especialmente com a Casa Lula, e permanece leal ao Trono brasileiro.

Planalto
Central

brasão da casa

Venceu sua primeira Guerra das Casas há 13 anos, quando deu início à Era dos Vermelhos. É tido como o mais querido entre todos os líderes que já estiveram no Trono. Lula continua sendo vital no jogo do poder, embora hoje exerça menos influência nas decisões do reino, apresentando opiniões e conselhos pontuais ao Planalto Central.

Os saudosos dos primeiros anos da Era dos Vermelhos gostariam que seu grande líder tivesse estado à frente do exército na última batalha. Muitos ainda nutrem a esperança de que ele volte a comandar as tropas e retorne ao Trono de Ferro.

Atualmente, a Casa está focada em ajudar a rainha com as atribuições do Trono, mas há rumores de que Lula tem intenção de formar um possível sucessor, caso não tenha condições de liderar mais uma vez.

Planalto
Central

brasão da casa

É a casa que ocupa o Trono de Ferro, governa as terras Brasileiras e a que possui maior número de aliados. Sua líder, antes parte da Casa Lula, conquistou seu próprio espaço e tem se afastado das convicções políticas de seu mestre. Embora ainda mantenha uma relação próxima com seu mentor político, ela já não aceita suas orientações como antes, mantendo apenas uma ponte composta por três aliados em comum. Criou seu próprio Pequeno Conselho, que a tem orientado, da escolha dos seus mestres às declarações para além corte.

Suas fronteiras têm sido vigiadas por Cavaleiros do Trono e pelos irmãos Gomes, lordes das Fortalezas. A vitória na última Guerra sobre o Vale Tucano e casas do Verão do Norte garantiu sua permanência no posto mais alto do reino, mas não sua paz.

Lordes das casas derrotadas continuam incentivando seus seguidores a resistirem à liderança real. Atualmente, a Casa Dilma vem sofrendo ameaças de alguns grupos de Caminhantes Públicos: massas de vozes dissonantes que contestam a validade da última guerra e a sabedoria dos líderes vermelhos. Aumentam as pressões sobre o Trono.

Jardim do
Meio

brasão da casa

Desde a primeira vitória da atual rainha, esta Casa é um dos pilares de sustentação do Trono. A aliança entre as casas Dilma e Temer foi selada com a nomeação de Michel Temer, seu líder, como Mão do Rei – embora muitos no reino o considerem uma Mão pouco influente, praticamente figurativa nas decisões reais. Apesar de não ser visto como um dos grandes líderes do reino, na ausência da rainha é ele quem assume as obrigações do Trono.

Com essa união sacramentada, abrem-se as portas para que a Casa Dilma negocie e tenha influência entre os lordes do Jardim do Meio, os quais têm conhecido e tradicional poderio nas terras brasileiras.

A desunião entre os lordes, entretanto, faz com que a negociação precise, muitas vezes, ser feita individualmente com as várias forças da região. 

Jardim do
Meio

brasão da casa

O mestre da casa, Eduardo Cunha, tem grande influência sobre uma parcela dos lordes do Jardim do Meio e vem conquistando mais atenção nos últimos anos, principalmente por demonstrar que está ativo na briga pelo poder. Apesar do bom relacionamento com a Casa Temer, esta Casa é apenas aliada de ocasião do Trono brasileiro, pois parece ter seus próprios planos para o futuro.

Eduardo também mantém fortes relações com os sacerdotes e líderes mais conservadores das Ilhas Cristãs, além de ter conquistado o apoio de muitas lanças do Exército do Baixo Clero. Está disposto a defender os interesses desses grupos com todas as suas forças.

A Casa Cunha é a terceira na linha de sucessão, o que faz com que seu líder possa assumir o Trono caso os chefes das casas Dilma e Temer sejam incapacitados de governar. 

Vale
Tucano

brasão da casa

Escolhido para liderar as forças do Vale na primeira guerra de sucessão do antigo rei tucano Fernando Henrique Cardoso, José Serra, líder desta Casa, não foi bem sucedido na maioria das batalhas contra as Casas de Lula e Dilma. Foi derrotado até mesmo por pupilos do líder dos vermelhos em batalhas regionais, entretanto saiu vitorioso no último confronto que teve em seu território de origem.

Apesar de ter perdido a liderança dos exércitos do Vale Tucano e ter sofrido com a migração de vários lordes influentes para as terras de Aécio Neves, a Casa Serra continua ativa no jogo político, articulando-se para futuras chances de acabar com a hegemonia do povo vermelho e tomar a coroa para si.

O relacionamento conturbado com outros lordes tucanos, entretanto, tem dificultado à sua legião retomar a hegemonia na região.

Vale
Tucano

brasão da casa

Durante a última grande guerra, esta foi a única entre as tradicionais Casas do Vale Tucano que, de fato, ameaçou a hegemonia vermelha. Aécio Neves, seu líder, esteve muito próximo da vitória, mas sofreu um revés inesperado em sua terra natal, onde fez seu nome como governante. Há quem pense que essa pode ter sido a causa de sua derrota.

Mesmo com o revés, a Guerra e o desempenho em batalha deram notoriedade e relevância por todo o reino ao líder da casa, que acabou angariando mais força política, popular e bélica para uma próxima disputa.

Ao ter conquistado para seus domínios até mesmo vários lordes cujas forças pertenciam à Casa Serra, Aécio tornou-se muito popular entre os bardos e artistas do reino e também é o predileto entre os Caminhantes Públicos que não se identificam com as atuais decisões do Trono.

Seu objetivo atual é conservar o capital político adquirido e manter-se como a escolha natural para liderar o Vale Tucano na próxima Guerra das Casas.

Vale
Tucano

brasão da casa

Apesar de ter uma das regiões mais ricas do reino sob seu poder, esta casa vem enfrentando problemas após a última guerra. Geraldo Alckmin, seu mestre, conseguiu manter o domínio sobre a região dos rios do Vale Tucano, mas tem outras questões urgentes para solucionar. Atualmente a região sofre uma expressiva falta d’água e, embora tenha dois grandes rios que margeiam suas terras, seu governante não pode recorrer a eles para abastecer a população por estarem contaminados. Apesar dos problemas, a Casa Alckmin continua tendo apoio do povo da região.

Seu líder já teve muita projeção dentro do Vale Tucano, tendo, inclusive, liderado uma das duas grandes guerras contra Lula e os vermelhos no passado. 

Embora já não seja o lorde favorito do Vale, Alckmin deverá aproveitar o fato de ter a simpatia de parte dos Caminhantes Públicos, que gritam contra o trono, para disputar com Aécio e Serra pela chance de liderar a armada tucana.